Os traidores bem sucedidos conseguiram enganar tanto o escrutínio quanto seus perseguidores. Eles viveram vidas longas e calmas, fazendo retiradas de bancos estrangeiros, sendo que sua traição era uma questão que importava somente a eles mesmos, aos seus antigos contatos e, talvez, aos incrédulos analistas de danos causados, de várias agências, que não podem precisar exatamente porque algumas de suas operações foram abortadas ou mal-sucedidas.
Antes que o seu desmascaramento leve seus nomes até as manchetes dos jornais, as vidas dos mais famosos traidores do firmamento da espionagem – como o britânico Kim Philby, os Rosenbergs, o espião da Marinha John Walker Jr., ou o renegado da CIA Aldrich Ames – foram monótonas e sem glamour exótico de qualquer espécie. Em muitos casos, não havia nada de extraordinário em suas personalidades. Alguns eram casados e tinham filhos. Fora de casa, muitos levavam uma vida comum. Geralmente trabalhavam num escritório do governo onde desempenhavam tarefas rotineiras, cumprindo horário regular. Pareciam obedecer as regras e agregar um certo nível de propósito e ambição ao trabalho.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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